Sabadão chegou, com ele o frio, o medo e a chuva, para proteção toucas, rezas, cachecóis e luvas.
O grupo levantou cedo, desembocando em Guaiazanes, de trem, buzão, carro, e tome garoa.
Ocupamos a praça, nos misturamos na feira de artesanato, atrapalhamos a feira do rolo.
Limpamos a praça, passamos frio, tomamos chuva, café, vinho, no almoço panqueca fria.
Autorizações, PM´s, GCM,s, intervenções, transeuntes, camelôs.
Armamos a tenda, cabos de energia, rolos de barbantes, madeirites na cabeça.
O tempo passou, o sol não veio, a chuva tava lá, o povo no meio.
Antes da oficina começar, uma prece pra Santa Rita, uma vela pra São Jorge e outra pra São José.
Estavam todos lá, os santos, a chuva, a poesia, os jovens, os brindes.
A noite vem, pra luz de emergência um bom refletor.
A praça lá, a poesia solta, a dança no meio, o grafite no canto, e a lua observando tudo entre uma nuvem e uma garoa
Os moleques e as minas dançando, a poesia no ar, e a noite sendo brindada em um copo de plástico com um bom vinho barato.
No final, retalhos escritos e costurados, pressa, cansaço, a tenda desarmada e guardada.
Poesias lidas, dobradas, bebidas, vividas.
Seu Zé
Fotos da primeira intervenção da Tenda Literária.
















